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Endividamento das famílias hoje: 49,75%

Quanto das dívidas pesa sobre a renda acumulada das famílias brasileiras nos últimos doze meses.

49,75%

Referência de 01/06/2026 · série 29037 do Banco Central · queda de 0,08 sobre a divulgação anterior

Endividamento das famílias hoje — série histórica 49,92 46,75 43,57 40,39 37,22 01/01/1601/03/2101/06/26
Endividamento das famílias hoje — série mensal publicada pelo Banco Central (código 29037 no SGS). Último ponto: 01/06/2026.

O que é Endividamento das famílias

O indicador mede a relação entre o saldo das dívidas das famílias com o sistema financeiro e a renda acumulada em doze meses. Inclui financiamento imobiliário, crédito consignado, cartão, veículo e demais linhas.

Últimas divulgações

DataValor no mêsVariação sobre o anterior
01/06/202649,75% -0,08
01/05/202649,83% -0,05
01/04/202649,88% +0,03
01/03/202649,85% +0,04
01/02/202649,81% -0,11
01/01/202649,92% +0,22
01/12/202549,70% +0,07
01/11/202549,63% +0,17
01/10/202549,46% +0,35
01/09/202549,11% +0,18
01/08/202548,93% +0,15
01/07/202548,78% -0,04
01/06/202548,82%

A série completa está disponível na API pública do Capital Agora e no próprio Sistema Gerenciador de Séries Temporais do Banco Central, sob o código 29037.

A série de Endividamento das famílias em números

Na janela coberta por esta página — 126 divulgações entre 01/01/2016 e 01/06/2026 — o indicador variou entre 37,22% (em 01/12/2017) e 49,92% (em 01/01/2026), com média de 43,87%. O valor de agora está acima dessa média, e a média dos últimos doze meses é de 49,55%.

AnoMédia do anoÚltimo valor do anoDivulgações
2026 49,84% 49,75% 6
2025 49,03% 49,70% 12
2024 47,99% 48,45% 12
2023 48,43% 47,75% 12
2022 49,61% 49,14% 12
2021 45,33% 49,48% 12

Comparar o número de hoje com a própria história do indicador evita a armadilha de tratar como excepcional algo que é rotina — e o contrário. Para taxas, a leitura útil é a tendência: três ou quatro divulgações na mesma direção dizem mais do que o dado isolado do último dia.

Como usar este número

Endividamento alto não é sinônimo de inadimplência: financiamento imobiliário de longo prazo eleva o indicador sem indicar fragilidade. O que importa é a composição — dívida cara e curta pesa mais no orçamento do que dívida longa e barata.

Efeito sobre os investimentos

Famílias muito endividadas consomem menos, o que aparece no resultado das empresas de varejo, e têm menos espaço para poupar — o que afeta a captação de bancos e de fundos.

Endividamento não é sinônimo de aperto

O indicador divide o saldo devedor das famílias pela renda acumulada em doze meses. Como o saldo inclui financiamento imobiliário — dívida de vinte ou trinta anos —, o número tende a subir de forma estrutural em economias que ampliam o crédito habitacional, sem que isso signifique fragilidade.

O complemento necessário é o comprometimento de renda, série irmã que mede quanto do rendimento mensal vai para o pagamento das parcelas. Endividamento alto com comprometimento baixo é sinal de dívida longa e barata; endividamento moderado com comprometimento alto é o retrato de dívida curta e cara, geralmente cartão e cheque especial.

Nas duas séries, a virada acontece com defasagem em relação à Selic: aperto monetário demora meses para aparecer no orçamento das famílias, e a mesma demora vale na descompressão.

Outros indicadores de crédito

Atualização e uso deste dado

Esta página é alimentada pela série 29037 do Sistema Gerenciador de Séries Temporais do Banco Central, de periodicidade mensal. A atualização acontece automaticamente assim que o Banco Central publica um novo ponto — nas séries diárias, em todo dia útil; nas mensais, no calendário de divulgação do órgão responsável pelo índice.

O valor exibido no topo é sempre o mais recente disponível na fonte, com a data ao lado. Se você precisa da série inteira para uma planilha ou sistema, ela está na API pública do Capital Agora em JSON, sem chave de acesso e sem cadastro. Ao republicar o número, cite o Banco Central como fonte primária.

Perguntas frequentes sobre Endividamento das famílias

Qual o endividamento das famílias hoje?

49,75%, referente a 01/06/2026. O dado vem da série 29037 do Sistema Gerenciador de Séries Temporais do Banco Central.

Esse número inclui financiamento imobiliário?

Sim, e ele é o principal responsável pelo patamar alto do indicador. A série também é publicada em versão que exclui o crédito habitacional, justamente para separar dívida longa e barata de dívida curta e cara.

Qual a diferença entre endividamento e comprometimento de renda?

Endividamento é o estoque de dívida sobre a renda anual; comprometimento é o fluxo mensal de parcelas sobre a renda do mês. Um mede quanto se deve, o outro quanto do salário já está comprometido antes de qualquer gasto.

O indicador é atualizado quando?

Mensalmente, com defasagem de cerca de dois meses, dentro das estatísticas de crédito do Banco Central.

Endividamento e inadimplência são a mesma coisa?

Não. Endividamento é quanto se deve em relação à renda; inadimplência é a parte dessa dívida que não está sendo paga há mais de noventa dias.

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